7/19/2017

ANIVERSÁRIO DE FLORIANO

Cândido e Zé Demes (Ieié)
 A programação de aniversário dos 120 anos de Floriano foi vasta e bem movimentada, mas o lançamento do livro da Coleção FLORIANENSES, Volume 6 foi uma dos eventos mais concorridos. Diversos florianenes que vivem em outros estados puderam reencontrar-se (como se vê nas fotos).
Soleta e Ubaldo
A Fundação Floriano clube ainda contará com futuros eventos, como o lançamento de Teresina, em setembro e, em outubro, Brasília, onde contará certamente com inúmeros florianenses que residem Brasil a fora.

Cesar, Carlos, Geraldo e Djalma
 Para o próximo ano, há a expectiva da reinauguração do velho Floriano Clube, com o lançamento do Volume 7 e a realização do baile da saudade.
Cesar, Ieié, Adelmar e amigos
Esperamos reviver todos esses glamoures que trazem para a cidade uma volta ao passado de maneira alegre e superconcorrida.

Cesar, Eulálio, Ubaldo e João Rato

7/18/2017

Floriano: Crônicas da Cidade

PARA O RESGATE DA MEMÓRIA DA CIDADE

DOS ANOS QUARENTA AOS DIAS ATUAIS

O TIRO DE GUERRA Nº 237 ( texto escrito em 2008 )

Por - Nelson Oliveira e Silva

Antigamente vinculado ao Ministério da Guerra e, atualmente, Ministério da Defesa, que abrange todas as três forças militares do País, os TIROS DE GUERRA, espalhados por todo o Brasil, destinava-se a proporcionar aos jovens de 18 anos a prestação do serviço militar, cumprindo assim a sua condição de cidadão, sem a necessidade de se deslocar para a Capital do Estado e ingressar num Batalhão.

A instalação do Tiro de Guerra 237 em nossa cidade veio de encontro aos anseios dos jovens dos anos de 1940, quando aqui foi instalado, porque antes o serviço era prestado no 25 BC em Teresina e trazia muitas dificuldades para a nossa juventude.

A sua primeira sede instalou-se na rua Elias Oka, na casa de propriedade do senhor Olavo Barbosa Matos (1), sob o comando do Sargento Adelino. Por volta de 1947/1948, mudou-se para a rua Padre Uchoa, para a casa onde morou o doutor Tibério Barbosa Nunes (2), onde também esteve sediado o SESC - Serviço Social do Comércio e, finalmente, o Colégio Impacto (3).

O nome do Sargento comandante da época, atendia pelonome de guerra Abreu; posteriormente, já nos anos de 1950, instalou-se num salão de propriedade do senhor Raimundo Mamede de Caqstro, onde atualmente está edificada a residência do doutor Filadelfo Freire de Castro ( in memorian ), que atendia o comando do Sargento Hélio Sampaio Lotfi, competente disciplinador e que nas instruções que ministrava eram sempre constituídas de nobres e importantes ensinamentos militares e também boas normas que viessem influir para o desenvolvimento material e espiritual daqules que por ali passavam na formação de cada um, para uma vida com disciplina, obediência, moral e ética e de amor à Pátria e à família. A espiritualidade dos soldados daquele tempo era transmitida pelo saudoso Padre Pedro da Silva Oliveira, uma vez que na semana. Ele morava ao lado da sede do Tiro de Guerra 237.

Da turma de 1950, comandada pelo sargento Hélio, ainda me lembro dasfeições e dos nomes de alguns, como, por exemplo, o meu, Nelson Oliveira e Silva (4), Afonso Paraguassu de Sousa Martins (5), Zequinha rio (6), Francisco de Abreu Rocha (7), Cesário (8), José Alves (9), Antonio Moreira Rosado Filho (10), Antonio Damasceno Rosado (11), José Antonio de Carvalho ( o Zitinho ) (12), Ranulfo Martins de Araújo Costa (13), Tomaz (14), Raimundo Macedo e Benedito de Carvalho Melo (15), Juarez Leitão (16), Manoel de Souza (17), Pedrão (18), além de outros que me fogem à memória.

Para todos aqueles que ainda permanecem na esfera terrestre, o meu respeito e a minha saudação, e para os que já estão na esfera celestial, também o meu respeito e a minha saudade, com a satisfação de que todos cumpriram sua missão de cidadãos de amor ao Brasil.

As instruções se constituíam, de: marcha, com diversos movimentos; nos dias intercalados eram tomados para conhecimento, montagem  e desmontagem, informando o nome de cada pela da arma e a aula de religião já citada. Num dia da semana, também, tinha a auda de educação física.

Aos domingos, às cinco horas da manhã, atropa seguia para um terreno onde atualmente está localizado o conjunto residencial Pedro Simplício, onde se desenvolvia a prática de tiro (19), rastejamento e tática de guerra, além de outras. O retorno ocorria somente por volta domeio dia; e na segunda-feira começava tudo de novo. Bons tempos aqueles, onde se aprendia, como um jovem deveria viver na sociedade, sem apresença daquilo que hoje é um verdadeiro inferno para a nossa juventude: as drogas.

Naquele tempo, graças a Deus, só existia a droga do cigarro, que era combatida pelos pais e pelas mães de família e, quando um "moleque" era pegado fumando, ele teria de prestar contas do seu ato, comumente as mães e aí a palmatória funcionava de maneira exemplar,mesmo porque, além disso, existia entre pais e filhos um respeito recíproco, acrescido de obediência, disciplina e ordem e sem apresença de qualquer tipo de proteção a criança e adolescente por códigos e estatutos. O código das famílias daquele tempo era o caráter bem formaodo do pai e da mãe, fosse elepobre ou rico; presto ou branco e o Tiro de Guerra 237 foi sem dúvida um grande colaborador da formação dos nossos jovens.

As instruções de ordem unida, em sua maioria, eram realizadas na praça doutor Sebastião Martins, em frente à igreja Matriz.

NOTAS EXPLICATIVAS COMPLEMENTARES:

1 - Situada entre as ruas Fernando Marques e Fernando Drumond, onde reside dona Afifa Lobo, mãe do médico Calisto Lobo Matos ( o Calistinha );

2 - Médico competente, político influente em nossa região; foi prefeito da nossa cidade, Governador do Estado, amante do futebol e por isso chegou à presidência do Ferrpviário Atlético Clube, grande glória do futebol da Princesa do Sul. Numa época mudou-se para Teresina, devido às suas inúmeras atribuições políticas e profissionais. Pai de Tiberinho, um apaixonado por Floriano. Doutor Tibério  morreu vítima de um acidente automobilístico próximo à cidade de Regeneração, quando se dirigia para a nossa cidade, onde participaria de um aniversário de 15 anos de uma das filhas do doutor Filadelfo Freire de Castro, que era sua afilhada. Foi um dia de grande consternação em nossa cidade para todo o povo e de maneira contundente para o seu compradre Filadelfo;

3 - De propriedade do jovem professor Marco Aurélio Alves dos Santos, filho de João Alves dos Santos ( o João da Farmácia, in memorian );

4 - Autor dessas maus traçadas linhas, residente na rua 7 de setembro;

5 - Residente na rua Elias Oka;

6 - Irmão do conhecido Antonio Cunha, residente no conjunto Pedro Simplício e tem um pequeno negócio no mercado do Cruzeiro;

7 - Já falecido, irmão do doutor Cícero Coelho, residente em Brasília e Xixico e residia na rua Francisco de Abreu Rocha, nome de seu pai, esquina com a Defala Attem;

8 - Residia à Av. Fauzer Bucar ( Galeria ) no seu início, apesar de ter possuído na sua juventude um porte físico avantajado, hoje um tanto alquebrado por força de um atropelamento de que foi vítima, que o levou a óbito, recentemente;

9 - Foi balconista da Farmácia Rocha por muitos anos. Mudou-se para o Rio de janeiro na década de sessenta;

10 - Filho do Professor de música com o mesmo nome, irmão do Aldemar Rosado,ambosfuncionários do Banco do Brasil por muitos anos, tio de José e antonio Rosado Damasceno;

11 - Veja a redação do número 10;

12 - Pessoa por demais conhecido no nosso meio, como empresário de diversos ramos de atividades, com destaque para uma usina de extração de óleo do babaçú, postos de combustíveis etc;

13 - Quando da realização das práticas durante sua permanência no Tiro de Guerra, quando sofria pressão do Sargento, ele se aborrecia e reclamava daquilo tudo. Um dia, passando nas calçadas do armazém Triunfo ( supermercado ), ouvi, vinda do outro lado da avenida uma voz, chamando pormeu nome, que imediatamente atendi, para lá me dirigi. Lá chegando, ele estava sentado numa cadeira de engraxate e ao aproximar-me, reconheci que era o Ranulfo trajando uma farda verde oliva, de gala, e após os cumprimentos de praxe, lhe perguntei: " É esse o Ranuldo que conheci blasfemandocontra o Sargento do Tiro de Guerra e hoje é oficial do Exército Brasileiro?" E ele respondeu, sorrindo: "É, aqui a coisa é diferente. Hoje eu comando os meus subalternos e estou satisfeito com a vida que tenho". E eu complementei: "Isso são coisas da vida daqueles que estudam em busca dos seus objetivos". Ranulfo, após o juramento à Bandeira, mudou-se para Teresina, participou de cursos, tomou parte de um concurso e alcançou o que desejava, mas nunca pensou que fosse da área militar;

14 - Irmão do Luizão do Sansão, ele jogou futebol em vários times e seu pai era magarefe do mercado público, atendia pelo nome Sansão;

15 - ambos funcionários dos Correios e Telégrafos, eram carteiros, o primeiro, irmão do ex-deputado Valdemar Macedo e o segundo irmão do senhor Clovis Melo, que atuou como gerente da Casa Inglesa e Antonio Melo, fiscal de rendas do Estado e morou, durante muito tempo, numa casa anexa ao Cuscusão na rua Fernando Marques;

16 - Funcionário público estadual, militou na política de Itaueira por várias décadas e onde reside. Era filho do senhor Leto Leitão;

17 - Era chamado de seu Né. Quando da prática de desmontar e montar ofuzil, para ele, toda parte da arma era o "mecanismo da culatra". Apesar das broncas, ele nunca mudou de opinião. Foi, em vida, funcionário estadual, prestando serviços em vários postos fiscais;

18 - Filho de um vaqueiro do senhor Raimundo Mamede de Castro.

7/11/2017

Retratos


Teus arredores, poeta, são os teus arcos; tua via sacra; onde ostentas tuas graças; que o tempo arquivarás, silenciosamente, em tua praça.

7/10/2017

Lançamento de livro da Coleção Florianenses marca noite de aniversário de Floriano

Fonte: florianonews.com

O lançamento do livro volume 06 da Coleção Florianenses, realizado através da Fundação Floriano Clube (FFC), aconteceu na noite do último sábado (08), no Hotel Rio Parnaíba, marcando o encerramento da programação de aniversário de 120 anos da cidade de Floriano.

Na ocasião estavam presentes o prefeito Joel Rodrigues, o vice-prefeito Antônio Reis, o presidente da Câmara Municipal Mauricio Bezerra, os secretários e servidores municipais, além dos membros da FFC, dos representantes arquidiocesanos, Dom Edivalter e Dom Augusto, e convidados que prestigiaram a solenidade.


Lançamento de livro da Coleção Florianenses marca noite de aniversário de Floriano.(Imagem:SECOM)

Escrito pelo FFC, através dos colaboradores: Teodoro Sobral Neto, Luís Paulo Oliveira, Rosenilta de Carvalho Attem e Cristóvão de Araújo Costa, o livro narra a história pessoal de personalidades que ajudaram a construir a história de Floriano, por meio de dados e registros que, posteriormente, servirão de fonte de pesquisa e de conhecimento. No decorrer da solenidade, personalidades, presentes e póstumas, que foram retratadas no livro receberam homenagem dos convidados.

Um dos autores do livro, o diretor financeiro do FFC, Luis Paulo Oliveira, expressou a alegria em reunir mais uma vez registros de Floriano em um livro. "Resgatar a história é significativo, ajuda a congregar as pessoas e sua histórias, vai formando o que é a cidade, de fato", disse Luís Paulo.

Durante a ocasião o prefeito Joel ressaltou os feitos durante a semana de programação de aniversário de Floriano e pontuou a relevância do sexto volume da Coleção Florianenses para eternizar a história da cidade. "Coloco o poder Executivo a disposição da FFC e parabenizo cada um que tem ajudado a construir e registrar a história da nossa Princesa do Sul", finalizou o prefeito.

ILançamento de livro da Coleção Florianenses marca noite de aniversário de Floriano.(Imagem:SECOM)

Lançamento de livro da Coleção Florianenses marca noite de aniversário de Floriano.(Imagem:SECOM)

ILançamento de livro da Coleção Florianenses marca noite de aniversário de Floriano.(Imagem:SECOM)


7/08/2017

RETRATOS

Joaquim, Paulo, Ubaldo e Eulálio
Dentro do contexto de aniversário dos 120 anos de Floriano, o reencontro de amigos acontece em várias situações, onde celebram esse momento com grande tenacidade

Foi o que ocorreu com os amigos acima: o Joaquim de seu Pierre; o Paulo de seu Lourenço, o Ubaldo e o Eulálio de seu Melo, resolveram apreciar um bom bate papo no bar do Beto saboreando uma boa panelada.

A cidade, hoje, dia 08 de julho comemora seus 120 anos de história buscando sempre o seu desenvolvimento através dos gestores e empresários. Acreditamos numa nova arrancada para a cidade recuperar o seu apogeu que viveu no passado.

Todos devem colaborar nesse momento numa parceria coletiva entre todos os seguimentos produtivos da cidade.

A Era de Ouro de Floriano, antiga Colônia São Pedro de Alcântara

Extraído do livro - CRISTINO CASTRO ( Empresário Pioneiro em Floriano e na Região do Gurguéia em homenagem ao seu centenário ) do Escritor e Jornalista florianense FRANCISCO FERREIRA DE CASTRO, editado em 1997.
Nas primeiras décadas deste século, Floriano tornou-se, pelo trabalho, competência e determinação de seus habitantes, de modo especial daqueles pioneiros que lograram distinguir-se como impulsionadores do seu progresso, em importante centro comercial. De certo, contribuiu para isso, também, não somente a invejável posição geográfica que Floriano desfrutava comoporta de entrada dos caminhos que levavam ao sul do Piauí e do Maranhão, com o fato de seruma cidade ribeirinha do rio Parnaíba, a qual tinha no transporte fluvial uma via mais fácil e barata para o escoamento dos seus produtos e a comercialização de mercadorias vindas de outras praças do país e do exterior. O "boom" do progresso de Floriano se refletiu na qualidade de vida dos seus habitantes, assim como nos serviços de que dispunha a cidade para o conforto e bem-estar, educação, cultura e lazer da sua população. Com razão, a crônica da época cognominou Floriano de "A Princesa do Sul", do Estado.
Neste particular, Rafael da Fonseca Rocha, florianense de nascimento e de coração, hoje radicado em Brasília, em recente e oportuno trabalho feito sob o título "Floriano - de tão belas recordações", traz um precioso repositório sobre pessoas, coisas e fatos da vida da cidade, cujo trabalho representa uma notável contribuição à história de Floriano.
De outro lado, era de ver o gosto revelado nas construções residenciais da parte mais abastada de seus habitantes, os quais buscavam introduzir novas técnicas e materiais da melhor qualidade nas edificações realizadas. No excelente estudo feito pelo engenheiro-arquiteto José Nunes Fernandes, intitulado "Aspectos da Arquitetura de Floriano", publicado sob os auspícios da Academia Piauiênse de Letras, em 1991, ao descrever as construções realizadas em Floriano, desde o início do séx. XX até 1920, o autor focaliza as principais características e o estilo das edificações desse período, e, dentre muitas outras, por ele analisadas, registrou (às páginas 74 do acima referido trabalho): "Outra construção, feita em 1915, é outro grande exemplar de edificação inspirada na "morada-inteira". É a residência feita pelo Sr. Cristino Castro, que hoje pertence à sua família. O sr. Cristino Castro foi um dos comerciantes mais ricos da região. O mestre-de-obras e os ajudantes todos foram contratados por ele e vieram do Recife. O famoso mestre-de-obras que veio construiu a casa e fez também todos os ornamentos em massa que aparecem nas fachadas, já que a casa é de esquina. A porta principal dá acesso ao interior da casa através de um corredor. No corredor, como de costume, uma porta de madeira recortada, que fecha parte de um grande vão formado por um lindo arco ogivado bastante movimentado, divide o corredor da intimidade" (6). Como esta, muitas outras edificações da cidade foram analisadas pelo autor, a saber: a de Agripino Castro, Teodoro Sobral, e os "sobrados", casas de dois andares feitas por Salomão Mazuad, José Demes, Adala Atem, Calisto Lobo, e a mais antiga e bonita casa residencial do empresário e político Hermano Brandão.
Também no final da década de 20, chegaram a Floriano os primeiros automóveis importados. Eram de propriedade de Cristino Castro, Mundico Castro, Afonso Nogueira, José Fonseca, Leonidas Leão, aos quais se somava um Ford de bigode, do Major Carlino Nunes e outro de José Guimarães.
Portanto, o cenário em que se desenvolveu a cidade de Floriano foi dos mais propícios, desde a sua fundação até a primeira metade deste século, não só em razão dos recursos naturais de que dispunha o município, do qual faziam parte o rico vale do rio Itaueira, o Rio Grande e Nazaré, onde se situam as Fazendas Estaduais, antigas propriedades dos Jesuítas doadas pelo sertanista Domingos Afonso Mafrense. Também deve ter contribuído para isso, a dedicação e o amor ao trabalho daqueles que vieram para ficar, como autênticos pioneiros, cada um dando o melhor de si nas suas respectivas atividades, sem esquecer o retorno indispensável à comunidade a que pertenciam. Dentre essas pessoas distinguiram-se como os primeiros empresários: Neto, Pires & Cia., com filial em Parnaiba, tendo como sócios Pedro Vieira Neto e João Pires Ferreira; Hermano Brandão; José Rodrigues Pereira de Carvalho; Fonseca, Borges & Cia., sucessores de Estrela e Borges; Luiz F. Ribeiro Gonçalves; Farmácia Marques, do dr. Fernando de Oliveira Marques; Diocleciano Ribeiro & Cia. (agência de vapores), de Diocleciano da Silva Ribeiro e Frutuoso Pacheco Soares; Bazar Estrela, de Felix Estrela; Elisiário F. de Souza; Francisco Castro & Filhos; Antonio Pereira Neto; Raimundo Neves de Atayde; Mercearia Lealdade, de João Pereira Lopes; Almeida Guimarães & Passarinho; Alfaiataria Castro, de Manoel Conrado de Castro, Gabriel Gomes Ferreira; José Guimarães; Francisco Cavalcanti; Ourivesaria Franco, de Raimundo Pereira Franco; Francisco Antonio Nunes; Antonio Zarur, Filho & Cia. e Martinho Rocha.
Mais recentemente, num período que poderíamos dizer de consolidação e expansão de Floriano como importante centro radiador do progresso, distinguiram-se: Cristino Castro & Irmão; Salomão Mazuad; Calisto Lobo; Leônidas Leão & Filhos; Raimundo Mamede de Castro, que organizou a empresa Fazendas Reunidas Raimundo Castro S.A., o maior complexo agropecuário do Piauí, atualmente de propriedade do dr. Filadelfo Castro; Afonso Nogueira & Filhos (agência de vapores e comércio); Assad Kalume; Emilio Gabriel; David Kreit; José Demes & Filhos; Adala Atem; Milad Kalume; João Luiz da Silva (agência de vapores); João Vianna deCarvalho (agente dos hidroaviões "Condor); João Frejat; Bucar Amado Bucar; José Andrade Conrado Sobrinho; Mamede Arudá Bucar; Pedro Atem; Salim Atem; David Mazuad; Dico Leão; Francisco Lima; Famácia Sobral, do Dr. Teodoro Ferreira Sobral, hoje de propriedade do jovem e vitorioso empresário Teodoro Ferreira Sobral Neto; Farmácia Rocha, dodr. Raimundo Alves Pereira da Rocha; F. Antão Reis; Tufi Lobo; Jorge Waquim; Faiz Salim; Farmácia Coelho, de dr. Abilio Cavalcanti Coelho, aos quais se somavam importantes firmas de outras praças instaladas em Floriano, como a Casa Marc Jacob (gerentes: José Dutra e Manoel Alves de Almeida); Morais & Cia (gerentes: Antonio Anisio Ribeiro Gonçalves e Raimundo AraújoCosta); Casa Ingleza (gerente: Clóvis Mello); Machado & Trindade; (Gerente: Tiago Roque de Araújo); Casas Pernambucanas (gerentes: Odir Gonçalves e Anésio Batista); Lojas Rianil  (gerente: Gervásio Medeiros).
Não há a menor dúvida, o que Floriano teve de melhor ao longo de sua formação histórica foi o desenvolvimento e competência dos educadores de sua mocidade, os quais conseguiram plasmar um edificante espírito de comunidade que contaminou os diferentes segmentos da sociedade florianense. Dentre os que mais se destacaram, são aqui relembrados os seguintes educadores: Padre Uchôa, Padre Antonio Marques dos Reis, Juiz Everton Augusto da Silva, do Colégio São Vicente de Paulo; Padre Moisés Pereira dos Santos, fundador do Colégio 1º de Maio; Estefânia Conrado, Aleluia Azevedo, Morena Abreu, dr. José Messias Cavalcanti, Osternes Brandão, José Severiano da Costa Andrade, Iraci Martins, Alceu Brandão, Mirtila Cotrim, Araci Dutra, Veras de Holanda, Filó Soares, José Raimundo Vasconcelos, fundador do Colégio Santa Terezinha, em 1934, posteriormente dirigido pelo Dr. Manoel Sobral Neto, Padre Pedro da Silva Oliveira, Eleutério Rezende, Maria Matos, Josefina Demes, Albino (Binú) Leão de Fonseca, Juiz Fernando Lopes Sobrinho, Zélia Martins Rocha, Heloisa Sobral, Aldenora Olegário, Adélia Waquim, Raimunda Carvalho, Moema Frejat, Lurdes Martins, Abilio Neiva de Souza, Heli da Rocha Nunes, Dona Hercilia Camargo, Djalma Silva, Termutes Carvalho, Iracema Miranda, Oscar Cavalcanti,  Joaquim Lustosa Sobrinho, Mundiquinha Drumond, Jovenilia Rocha, Francisca Silva e as irmãs Iracema, Ligia e Beatriz da Costa e Silva, e Alda, Maria Enedina e Antonia Ferreira de Castro.
Se a classe empresarial, nos setores de agricultura, comércio e indústria, era esclarecida e competitiva, e os educadores cumpriam sua importante missão, Floriano contou também com uma liderança política atenta e responsável, inicialmente se destacando os Prefeitos: João Chico, 1º prefeito de Floriano, em 1894; seguindo-se Raimundo Borges da Silva (1904); Euripedes Clementino de Aguiar (1912-16); Antonio Luis de Arêa Leão (1922-26); Fernando de Oliveira Marques (1926-30); Cirilo Martins, João Rodrigues Vieira, Teodoro Ferreira Sobral (1931-34); Oswaldo da Costa e Silva (1934-45); Gonçalo Teixeira Nunes (1945); Djalma José Nunes (1945-47); Luiz Raimundo de Castro, Raimundo José Martins de Araújo Costa; Sebastião Martins de Araújo Costa (1943-50). Faleceu quando eleito pela segunda vez, em 1954. Tibério Barbosa Nunes (1951-55 - 1967-7); Herbrand Ribeiro Gonçalves (1056-58); Francisco Antão Reis (1959-62); Fauzer Bucar, faleceu quando eleito (1962), substituído pelo Vice, Hermes Pacheco (1962-66); José Bruno dos Santos (1971-73); Adelmar Pereira da Silva (1977-82); Manoel Simplicio da Silva (1983-88 e 01-01-93); José Leão Azevedo de Carvalho (1989-92).
Outras importantes lideranças políticas (que não faziam parte do mundo oficial) merecem citação como: Major Carlino Nunes, Marinho de Queiroz, 1º Presidente do Legislativo Municipal, em 1891, João Viana de Carvalho, Raimundo (Dóca) Rocha, Inácio Carvalho, Leto Leitão Ferrreira, Nilo Brandão, João Leal, João de Deus Neto, dr. Manoel Gomes Ferreira, Pedro Gaudêncio de Castro e Defala Atem. Filadelfo Castro, deputado estadual e João Calisto Lobo, eleito para o Senado Federal.
Como artistas, firmam-se Pindaro Castelo Branco, Raimundo Kalil e Cosme Coelho Rocha. Nas artes cinematográficas, Geraldo Sobral Rocha.
A essa época, além de várias escolas públicas e particulares, Floriano contava ainda com o Liceu Municipal, criado pela Lei nº 125 de 22-07-1929, dirigido pelo Prof. Felismino Weser, e a Escola Normal Municipal de Floriano, criada pela mesma lei, que passou a Escola Regional e, depois, a Colégio Dr. Oswaldo da Costa e Silva, em homenagem àquele que foi um grande incentivador da instrução no Município, à época, destacando-se, entre os de melhor índice de alfabetização do Estado.
Neste período, eram editados em Floriano os seguintes jornais: "O Popular", fundado em 1911, de propriedade do sr. José Pires; em 1925 circulou o jornal "Floriano", de propriedade do coronel Doca Borges; em 1935, surgiram os jornais "Correio do Sul", do coronel Raimundo Mamede Castro, tendo em Eugenelino Boson, advogado provisionado, chefe da editoria, e "A Luta", do dr. Oswaldo da Costa e Silva, o qual contou com a colaboração de Amâncio Calland, respeitado líder classista, e Osternes Brandão, como editorialistas para a campanha política daquele ano.
No setor cultural, Floriano contou, a partir da década de 30, com o Teatro Politeama, importante casa de espetáculos, destinada a representações teatrais e/ou populares. Duas bandas de música, a Filarmônica Florianense (1912) e a Euterpe Florianense (1933), alegraram os florianenses, sem contar os conjuntos musicais menores.
Nos esportes, os clubes de futebol mais importantes eram dois, bastante representativos dos mais importantes segmentos da sociedade florianense: o Comércio Esporte Clube e o Artístico Futebol Clube, este, mantido pela União Artística Operária Florianense, pujante entidade da classe operária fundada em 1920, numa memorável sessão presidida pelo sr. Agripino Raimundo de Castro, tendo sido eleito seu primeiro presidente o sr. Antonio Nunes de Almeida. Referida entidade mantinha o Colégio 1º de Maio e a Escola David Caldas, esta para adultos, à noite, além de patrocinar atividades artísticas, culturais e sociais.
Eram líderes conceituados nos meios operários florianenses Amâncio Calland, Manoel Camarço, Francisco Paixão, João Alves Silva, João Dantas, Mestre Eugênio Araújo, José Duque de França, Joaquim (Quincas) Araújo, José Oliveira, vulgo Zé Caboré, Miguel Borges, ourives, Luiz Pinto deOliveira, Epifânio Borba, José Olegário, Mestre José Manduca, José Ferreira Rocha.

7/07/2017

RETRATOS


O tempo, poeta, é o teu carvalho; teu porto seguro; de sorte que sobrarão orvalhos em gotas sacras e puras na Corte de teus juros.

Professora Raimunda Lima é eleita a nova diretora da Unidade Zezinho Vasconcelos

Nova diretoria da Unidade
Fonte: florianonews.com

A professora Raimunda Lima de Azevedo foi eleita na última terça-feira (4), como a nova diretora da Unidade Escolar Zezinho Vasconcelos para a gestão 2017-2020.

O processo eleitoral aconteceu das 19h00 às 22h00 e contou com a presença da Gerente a 10ª Gerência Regional de Educação, Antonieta Amorim, comissão eleitoral, membros do Conselho Escolar e Conselho Tutelar de Floriano.

Conforme apuração realizada após o encerramento das votações, a chapa 1, encabeçada por Raimunda Lima de Azevedo, recebeu 47, enquanto o professor Manoel Filho, da Chapa 2, obteve 9 votos.

Foram computados ainda 4 votos nulos, 1 voto em branco. A posse da nova direção será definida pela 10ª GRE de Floriano.

7/06/2017

RETRATOS DE NOSSO FUTEBOL

Torneio Férias de Inverno 1971

Jogo no Comércio Esporte Clube Torneio Férias de Inverno, numa bela noite em janeiro de 1971, aconteceu um dos gols mais bonito do Futsal, feito por César de Antônio Sobrinho com apenas 16 anos!

Como foi:

Ao receber a pelota no círculo central da quadra, já foi deslizando pelo meio dos grandalhões, puxa bola prá cá, caneta, o time adversário foi todo "melado" (ninguém pode mandar do outro), tudo isso no rumo do gol, e lá estava o goleraço Pé de Pão, agachado, e depois deitado fechando o ângulo, mas esqueceu que o Peladeiro, numa  visão de águia, apenas o encobriu, bola saiu quicando e o goleiro correndo atrás desesperado! Impressionante a bola penetrou o suficiente para ser um golaço (10 CMS)!

Uma loucura, os torcedores esplodiram de alegria!

Até hoje os fãs do futebol relembram!

Bons tempos!

Na foto de pé:

Zé Leite, Compadre (goleiro), Zé Wilson Porquinha, _, Klinger;
Agachados: Pitoé, César de Antônio Sobrinho e Nelson Júnior!

REENCONTRO INUSITADO DE VELHOS AMIGOS

Jean, Tota e Puluca

TRIO TERNURA

O nosso amigo Jean (à esquerda da foto) tem uma modesta venda de material de construções ali na Piçarra, em Teresina, mas sempre recebe os velhos amigos para recordar os bons tempos com boas resenhas.

Foi o que aconteceu, recentemente, com esse trio acima. O detalhe é que o Antonio Soares Ribeiro, o Tota; e o Apolinário José Pereira (Puluca), estabeleceram contato e o incrível aconteceu: depois de nada mais nada, menos do que 45 anos depois os dois se reencontram e marcam presença na venda de Jean.


As recordações, as lembranças dos tempos de colégio Álvaro Ferreira no início dos anos de 1970, em Teresina, as peladas de futebol e as presepadas foram a fonte das conversas, de forma que puderam relembrar muitos momentos que fizeram desse trio dar boas gargalhadas e segurar as lágrimas de tantas emoções.

São esses reencontros que nos fazem relembrar de dois grandes amigos, quando um diz para o outro: "Rapaz, como esse mundo é pequeno, hein?" Então, o outro respondeu: "Não, amigo, grandes são os nossos passos!"

7/01/2017

FERROVIÁRIO ATLÉTICO CLUBE

Primeira formaçãodo Ferrim

Se ativo estivesse,  completaria neste ano os seus 67 anos de existência. Por coincidência, era uma segunda-feira 1º de maio de 1950,  quando Antonio Clóvis Ramos fundou o Ferroviário Atlético Clube – o histórico “Ferrim”.

Mesmo a cidade de Floriano não sendo tendo malha ferroviária,  Clóvis não teve dúvida e colocou o nome do time Ferroviário Atlético Clube. Existe uma versão de que a origem do nome se deu à paixão de um dos diretores pelo time Ferroviário de Fortaleza-CE.

Clóvis Ramos sempre foi atuante fora da sua atividade profissional como servidor público e, além de dirigente desportivo, mais tarde se tornou árbitro de futebol (pulso firme) e era carnavalesco, tendo organizado e fundado blocos de rua (Os Malandros e Dominós).

Na década de 50,  o Ferroviário (amador)  participava de competições e amistosos em Floriano e região com treinos e jogos realizados no Campo Artístico (campo do artista), espaço arenoso que fica onde hoje funciona a Escola Normal, no Bairro Manguinha.

Fundador e primeiro presidente,  Clóvis Ramos não media esforços para colocar o time do Ferroviário  em campo. Na formação de 1953, o Ferrim contava com os craques Nélson Oliveira, Sérgio, Balduíno,  Binda, Genério, Chico Martins, Batista,  Lauro,  Fenelon Brasileiro,  Vilmar e Nenê.

Na segunda década a partir de 1964, a nova diretoria conseguiu a profissionalização e logo disputou a segunda divisão do Campeonato Piauiense sagrando-se campeão. Todos os jogos foram realizados no Estádio Lindolfo Monteiro. Em Floriano, o time logo passou a receber seus adversários no Estádio José Meireles – o Campo do Ferroviário, onde hoje é o Hospital Regional Tibério Nunes.

Na primeira divisão do Campeonato Piauiense, o Ferroviário ficou até 1966,  uma passagem meteórica mas que deixou lembranças inesquecíveis,  com torcedores apaixonados e vibrantes. O Ferrim revelou um dos maiores ídolos da história do futebol piauiense – o “Professor Vilmar”, campeão diversas vezes com o River.

Além de muitos outros jogadores que marcaram a história do time está o atleta Fortaleza, que fez o primeiro gol do Estádio José Meireles.

Em seus três anos na primeira divisão no Campeonato Piauiense, o Ferroviário totalizou 38 jogos, como 9 vitórias, 8 empates, 21 derrotas,  38 gols marcados e 69 gols sofridos.

Dados históricos:

Primeira escalação na 2ª divisão em 1964: Joãozinho, Antônio Ulisses, Priguilim, Antonio Guarda, Zezeca e Reginaldo; Sadica, Sinésio, Valdimir e Pepedro. Jogou também Antonio José.

Ultima escalação no futebol profissional: Pompéia, Napoleão, Ailton, Netinho e Zequinha; Didi (Neco) e Valdemir; Cristóvão, Oliveira, Valdivino e Lino.

Quem mais jogou partidas oficiais: Vademir (41 jogos), Cristóvão (37 jogos), Pompéia (26 jogos), Valdivino (23 jogos) e Piqui (22 jogos).

Maiores artilheiros:  Sadica (08 gols), Cristóvão Reginaldo e Rômulo (7 gols).

Fonte:  Coleção Severino Filho – Memória do Futebol Piauiense (volume 2) – 2014

Pesquisa e Colaboração:  Adm. César Augusto Araújo e Silva

6/30/2017

RETRATOS DE FLORIANO

Ao fundo, o casarãodos Demes

Podemos observar que dentro do contexto dos nossos retratos, que ainda estão preservados e nos mostram a beleza do centro da cidade, Floriano exaltava uma singularidade e beleza no dia a dia da movimentação de nosso cotidiano.

Acima, o desfile dos anos de 1940 do Colégio Santa Teresinha, que era a referência educacional em Floriano e na região sul do Estado. As retretas eram uma comoção com a parceria do contexto religioso que a cidade exortava à época.

Diversos casaroes, hoje, foram cabo abaixo pelos seus proprietários em função da especulação imobiliaria. Acreditamos, se nao houver uma parceria junto à sociedade, os gestores ficarão queimados junto ao desenvolvimento social da cidade.

6/28/2017

CINE NATAL

Amo todas as mulheres de 1936 (Poster do primeiro filme exibido no Cine Natal)
O PASSEIO EM FRENTE AO CINE NATAL
Colaboração – Nelson Oliveira
O título dessa página foi uma prática adotada durante muitas décadas, sempre aos domingos, a partir das sete horas da noite.
O Cine Natal (foto dos anos de 1940) exibia diariamente, em duas sessões, uma às 18 horas e a outra às 20 horas; e aos domingos às 19 horas, costumeiramente, era iniciado o referido passeio protagonizado pelas senhoritas da época, da elite, e consistia de inúmeras pessoas de braços dados, percorriam o espaço compreendido entre a esquina com a rua Fernando Marques, até onde esteve funcionando, por muitas décadas, o Supermercado Triunfo e atualmente está estabelecido o AVISTÃO, especialista na comercialização de calçados, num movimento constante, na mais perfeita ordem, onde, durante o dito movimento, elas conversavam entre si, abordando diversos assuntos relativos a cada qual.
Às 20 horas e 30 minutos, momento da segunda sessão do cinema, o movimento enfraquecia e, às 21 horas, já tinha se extinguido o referido movimento naquele palco que era constituído de uma ampla calçada de mais ou menos cinco metros de largura delicadamente mozaicada pelo proprietário do cinema, o senhor Bento Leão.
Enquanto as belas senhoritas daquele tempo desfilavam, os pretensos e os namorados, os primeiros, através de flertes ( o olhar ) com os já namorados, permaneciam à beira da calçada, esperando as conquistas do momento e das já conquistadas.
Alguns, na hora da segunda sessão do cinema, ingressavam no local para se deleitarem dos bons filmes da época e os demais, que já tinham conquistados alguém, saíam em busca da casa da nova conquista.
Aquele local foi sem dúvida nenhuma responsável por muitos romances que resultaram em felizes casamentos, que apesar da tão falada modernidade pregada por alguns, ainda persistem em nossa sociedade, com netos e filhos e até bisnetos, numa demonstração de que o amor, em todos os tempos, é o mesmo com a diferença de que existiu o respeito recíproco entre o homem e a mulher, atributos aqueles que atingiam quem vinham depois; infelizmente, hoje, isso não ocorrem nossa sociedade, onde se constata inversão de valores com a roda grande querendo passar por dentro da pequena e se isso acontecer, certamente, veremos Sodoma e Gomorra renascer.
Felemos também da outra classe social, que se reunia na calçada defronte. Ali onde é a sede da 5ª Região Fiscal, também havia ajuntamento por volta dos anos de 1950, de pessoas da classe operária, sem contudo o clássico passeio.
No prédio citado, existia a Confeitaria São Jorge de propriedade do senhor Abdias Pereira, que naquele tempo desempenhava o papel das hoje lanchonetes, servindo todo tipo de merenda e alguns tipos de bebidas. Aos domingos com excelente frequência até às nove horas da noite, logo após o início da sessão de cinema com todos retornando às suas casas ou se dirigindo para outro local de diversão.
Se não me falha a memória, na gestão do prefeito Francisco Antão Reis, na década de 1960 houve melhoramento na praça doutor Sebastião Martins, visando a transferência para aquele logradouro, daquele movimento em frente ao Cine Natal, que na verdade se iniciou, entretanto, daquele movimento nunca com entusiasmo que havia no primeiro e que por isso teve efêmera duração, apesar da modernidade da praça, onde existia até uma fonte luminosa e de maior espaço.
Mas é assim, o povo é que é o dono da verdade.

6/26/2017

Veja programação do aniversário de FLO. As ações começam dia 1º

Fonte: piauinoticias.com
A cinco dias do início das comemorações do aniversário de Floriano, cidade que vem sendo administrada pela 3º vez pelo Joel Rodrigues, o piauinoticias recebeu enviado pela Secretaria de Comunicação a programação.
 A festividades começam a ser colocadas em prática no dia 1º, e vão se estender até o dia 08, quando a cidade completa120 anos.




6/25/2017

Multidão acompanha posse de Dom Edivalter como novo Bispo da Diocese de Floriano

Posse de Dom Edivalter

Uma multidão de fieis acompanhou a posse de Dom Edivalter Andrade, na noite do último sábado (24), como novo Bispo da Diocese de Floriano.

A cerimônia, realizada no adro da Catedral São Pedro de Alcântara, pôs fim a uma espera de quase um ano aos fiéis da Diocese de Floriano. Dom Edivalter Andrade recebeu a missão, em março, por decisão do Vaticano, e tomou posse diante de milhares pessoas, com um público composto por líderes políticos, religiosos, familiares e a comunidade católica.

O novo pastor foi recebido por volta das 16h00 por uma grande comitiva na entrada da cidade. Na ocasião o prefeito de Floriano, Joel Rodrigues, fez a entrega simbólica das chaves da cidade para Dom Edivalter, que também foi presenteado com os símbolos da Diocese, representados pela carnaúba, água e terra com imagem da Imaculada.

A celebração teve início por volta das 18h00h, quando o agora 3º Bispo Diocesano de Floriano chegou à Catedral ovacionado pelos fiéis e se ajoelhou diante do santíssimo. Houve o início da missa, com a palavra do Padre Ivam Alves Mendes, que exerceu a função de administrador diocesano durante o período de sé vacante.

Na sequência, o representante do clero, Padre Ângelo Márcio Oliveira, fez a leitura do mandato apostólico com a nomeação do Bispo eleito. O ato de posse foi concluído com a assinatura da ata de posse, entrega do báculo (cajado, sinal do pastoreio), tomada de posse (cátedra com o brasão estampado, sinal da missão de ensinar) e Hino da Diocese.

Esteve presente na missa de posse o governador Wellington Dias, secretários de Estado Merlong Solano e Francisco Costa, os deputados federais Assis Carvalho e Silas Freire, o prefeito Joel Rodrigues, vereadores e lideranças comunitárias.

O governador cumprimentou o novo Bispo em nome do povo do Piauí. "Sei da importância da presença de Deus no coração do nosso povo. É isso que move a esperança da nossa gente. Saiba que pode contar com a parceria do Governo do Estado, afinal, sabemos da importância da Igreja Católica no trabalho social com crianças, idosos, dependentes químicos e tantos outros. Acreditamos e temos excelentes expectativas com a sua vinda", declarou Wellington Dias.

Dom Edivalter Andrade foi designado para ocupar o lugar deixado pelo Bispo Dom Valdemir Ferreira dos Santos, que foi transferido para a Diocese de Amargosa, no estado da Bahia, onde foi empossado em julho de 2016.

Dom Edivalter Andrade foi designado para ocupar o lugar deixado pelo Bispo Dom Valdemir Ferreira dos Santos, que foi transferido para a Diocese de Amargosa, no estado da Bahia, onde foi empossado em julho de 2016.

(Fonte: florianonews.com).


6/21/2017

ANIVERSÁRIO DE 105 ANOS DE DONA JOANINHA

Dia 24 de junho vindouro estará completando 105 anos de vida a dona Joana Reis Silva (dona Joaninha), filha de José Camilo dos Reis e de Rosalina Borges dos Reis, então proprietários da Fazenda Veredas, hoje pertencente a outra pessoa.
D. Joaninha 105 anos


A dona Joaninha casou-se com o senhor Benedito Alves da Silva, filho de Luís Alves da Silva e de Rosa Alves de Barros, então proprietários das Fazendas Angelim, Várzea Alegre e Malhada do Meio, ainda hoje pertencentes a pessoas da família.

A dona Joaninha e o senhor Benedito Silva (in memorian), pessoas muito conhecidas em toda a Princesa do Sul, tiveram um casamento sólido de quase 60 anos, com 10 filhos, 29 netos e bisnetos.

Dos 10 filhos, em Floriano só moram atualmente as professoras Raimunda Silva Soares, Socorro Silva Ribeiro e o professor, ex–vereador e político Sérgio Silva.

Os demais estão espalhados pelo Brasil a fora.

A dona Joaninha é uma pessoa de muita vitalidade, dispõe de uma saúde invejável, é católica praticante e freqüentadora assídua da Paróquia da Ibiapaba.

Dona Joaninha e familiares
Nossos parabéns a dona Joaninha e que esta data se prolongue por muito tempo e que seja comemorada por muitas outras, juntamente com os seus familiares e amigos.

6/06/2017

Retratos de FLORIANO

Campo do Artístico

Escola Normal à esquerda
Segundo o nosso amigo Teodoro Sobral, o Artístico era um time de futebol que fazia parte da União Artística Operária Florianense.

O tempo passou e a especulação imobiliária local tomou de conta de nossos logradouros. O campo do artista, como era conhecido, foi um cenário que proporcionou à comunidade local a prática do esporte de uma maneira bem natural.

Campo do Artístico e o velho cajueiro
Como Podemos observar, veja o que ocorre hoje.

5/30/2017

Retratos de FLORIANO

Avenida Eurípedes de Aguiar na década de 40
Maravilhosa imagem da década de quarenta da nossa querida avenida Eurípedes de Aguiar na altura do cruzamento da rua Padre Uchoa.

À esquerda, na esquina, hoje funciona o Centro Cultural da família de Christino Castro. Observamos, ainda, a preocupação dos gestores da época com relação aos nossos arveredos no tocante ao clima da cidade.

Lamentavelmente, com o advento da tecnologia em todos os sentidos dos dias de hoje, Floriano também processa essas mudanças radicais. O asfalto, necessariamente, é uma questão de ordem, mas o clima torna-se cada vez mais quente.

O nosso rio Parnaiba alivia o calor, mas com a sua degradação, a situação tende a puiorar, se não tomarmos as medidas cabíveis. os nossos gestores atuais têm a obrigação de buscar alternativas no sentido recuperar o tempo perdido e apresentar soluções rápidas e ululantes.

Floriano precisa respirar um ar de moço bom, temos recursos para isso, mas cabe à sociedade e a quem está na linha de frente dos que comandam a cidade, o de reivindicar junto aos órgão federais e estaduais, os recursos a que temos direito.

Quem viver, verá!

5/24/2017

Coleção FLORIANENSES, Volume 6

A Fundação Floriano clube lançará, em julho próximo, dia 08, o Volume 6 da Coleção FLORIANENSES, dentro da programação das festividades de aniversário da cidade.


O lançamento será realizado no Hotel Rio Parnaiba às 19:30 horas e o evento fará parte das comemorações do 120º Aniversário de Floriano.

Neste volume estão sendo homenageados Ondina Silva, Maria isaura Silva, Júlia Silva, João Clímaco da Silva, Agrônomo Parentes, Edison Araújo, Agostinho Reis, Raimundo Araújo, Gabriel Kalume, Michel Demes, Gilberto Martins, Hélio Martins, Naila Bucar, Osvaldo marcello, Antonio Segundo, Geraldo Teles, Geni Barbosa, Antonio sobrinho e ainda Pindaro Castelo Branco, Clovis Ramos, Nelson Oliveira, Vilmar Oliveira, maria do Carmo Drumond, Iracema Atem, pastor Freitas, José Clementino, Dulce clementino (Jannete) e Bruno dos Santos

5/22/2017

HISTÓRIAS DO NOSSO FUTEBOL

PENALTI SEM GOLEIRO

Comercio Esporte Clube
Estávamos disputando o campeonato regional e os jogos eram de ida e volta. Landri Sales recebia Jerumenha. A seleção de Jerumenha, sob o comando de Emanuel Fonseca, que se fazia às vezes de técnico e jogador (craque de bola), (chegou a jogar no River de Teresina) estava preparada.

Chico Kangury, embora não fosse um craque, mas era um determinado e tinha um pique muito bom e eu sabia como explorá-lo em bola de profundidade.

Ele começou jogando bola nos campinhos de Floriano como ponta direita e em Jerumenha era lateral esquerdo e só chutava com a perna direita e o pé embolado (em outra oportunidade já contei a resenha do pé embolado).

O Nego era invocado, só jogava com a camisa de nº 5, fã do Denílson do Fluminense, fazia de tudo para imitá-lo e quando pegava na bola, dizia: lá vai Denílson, defendeu Denílson e coisa e tal. Sim, no treino de apronto Kangury, que era titular acidentou-se, a grama do campo era capim de burro e cortou o pé dele arrancando a unha do pé direito e foi escalado para a reserva naquele jogo.

Dia seguinte, seguimos na carroceria do caminhão da prefeitura, a estrada só tinha o rumo, chuva direto de Jerumenha até Landri-Sales. Tudo Bem. Viagem foi boa. Chegando ao Campo de Futebol, este era todo de barro, a bola batia e empinava, não tinha um montinho de areia e grama para amaciar a pelota. O campo todo cercado de corda e demarcado com cal virgem.

O Apitador era escolhido pelo Anfitrião. A torcida, fanática, soltava rojões e tiros a cada 5 minutos. Era este o clima que encontramos. Estádio repleto de torcedores e começa o jogo.A seleção de Landri-Sales estava com um ponteiro direito habilidoso, driblava bem e estava dando um sufoco no lateral esquerdo nosso, e comecei a me preocupar, fazia de tudo e não podia subir, o Chiquinho, Antonio Rocha e Wilhame, segurando o meio de campo e a nossa defesa passando sufoco e, logo, logo fizeram um gol e mais outro gol, todos em cima do nosso lateral esquerdo, terminamos o 1º tempo perdendo de 2 gols a 0.

No intervalo, o Emanuel chamou nego Kangury pra saber as condições do pé, e disse: você vai jogar, prepare-se e tirou o lateral esquerdo. O Antonio Rocha, estudante de medicina, deu uma melhorada no curativo do pé do negão e saímos pro 2º tempo.

Naquela época, eu me sentia bem jogando com ele, pois sabia como explorar a sua velocidade, era um pique monstro. Encostei nele e disse: olha, compadre, o homem é aquele, vá com calma e dê duro, ora na primeira de copa, Kangury deu uma encostada nele e o cara sentiu que a barra pela direita era pesada e aí o nosso time começou a acertar, Chico José, Antonio Mirton, Emanuel Fonseca e Kangury estavam afinados, começaram a subir dois a dois, e eu avancei mais e surgiu a oportunidade de chutes a gol e fizemos o primeiro gol.

A Ponta direita tentou uma jogada em cima de Kangury, ele deu chance para o camarada sair pela ponta, lá perto das cordas, quando o cara foi cruzar a bola, Kangury encostou, o cara subiu, ele tirou o corpo de lado e caiu também para evitar uma expulsão.Eu estava distante, ele me disse depois, que um torcedor agarrou-o pelo calção e o levantou com um revolver na mão, deu um tiro pra cima e disse-lhe, se tu encostar neste menino de novo, tu vai ver. Moral da Resenha: O ponta direita sumiu, foi jogar de zagueiro, e dominamos o jogo, fizemos mais um gol e empatamos de 2 x 2.

Faltando uns 5 minutos pra terminar o tempo de jogo, eles lançaram uma bola em profundidade e o Emanuel chegou atrasado no lance e a bola encobriu o goleiro, saiu em cobertura e chutou prensado com o atacante, caindo no chão, o zagueiro Antonio Mirton, que também saia em cobertura do goleiro, deu um carrinho na bola colocando-a na linha de escanteio, o atacante chutou as pernas do zagueiro e caiu no chão, o árbitro cinicamente marcou pênalti. Pense numa confusão.

O tempo fechou, Emanuel Fonseca foi um técnico valente, enfrentou as feras e tirou o time de campo, mandou todo o pessoal subir no caminhão, cobrirmo-nos com uma lona e recebemos uma chuva de pedra.

O soprador de Apito, comprado pelo time adversário, colocou a bola na marca do pênalti e mandou que um jogador do time de Landri-Sales ficasse no gol e um outro chutasse a bola e cinicamente colocou a bola no centro do campo e queria que a gente voltasse para continuar o jogo. Não voltamos. Fomos para o Hotel. Tomamos banho e ainda fomos para o forró à noite. Mas ficamos velhacos. A barra era pesada e todo mundo querendo ver o Chicolé, conversar com chicolé e coisa tal.

No Jogo de volta em casa, enfrentamos o mesmo time e metemos 11 x 0, até o negão Kangury fez gol de pênalti.

Estas histórias boas e vividas merecem ser contada em verso e prosa. São inesquecíveis e quando narramos parece que estamos vivendo os momentos.

5/19/2017

10 motivos que fizeram de Altos o campeão piauiense

Altos - Campeão Piauiense 2017
(ACORDA, FLORIANO!)

Embora estando à distância do cotidiano da Associação Atlética de Altos, observei alguns motivos que, no meu entendimento, foram fundamentais para que o time da terra da manga conquistasse o título do Campeonato Piauiense de Futebol da 1ª Divisão de Profissionais. Vamos a eles:

1 - O amor do seu presidente Warton Lacerda pelo futebol. Certamente, em algum lugar do passado, ele imaginava fazer o que tem feito se oportunidade tivesse para tal. A possibilidade surgiu com a vitória da esposa, Patrícia Leal, para o cargo majoritário da Prefeitura de Altos.

2 - A elaboração de um planejamento, desde a fundação da equipe, em 2013, iniciando pela formação da primeira diretoria, comissão técnica primeiros jogadores e amistosos visando a filiação junto a Federação de Futebol do Piauí e a disputa do Campeonato da 2ª Divisão.

3 - O apoio da prefeita Patrícia Leal, que não mediu esforços para, dentro dos parâmetros legais, dar o seu incentivo ao futebol, vislumbrando os frutos que, outrora, já foram colhidos, em situações semelhantes, por Picos (campeão piauiense em 1991, 1994, 1997 e 1998), Parnahyba (campeão em 2004, 2005, 2006, 2012 e 2013), Barras (campeão em 2008) e 4 de Julho (campeão em 1992, 1993 e 2011). À época, todos eles tinham expressivo apoio do poder público municipal.

4 - O acerto na contratação dos jogadores. Desde a 2ª Divisão, Warton Lacerda e seus companheiros mais próximos erraram muito pouco. Sem fazer cálculos mais exatos, imagino cerca de 90% de acerto nas contratações.

5 - A visão de montar-se uma estrutura que fosse, no mínimo, igual à do mais forte adversário - neste caso, o River. Esse tempero foi fundamental para o Jacaré ter a credibilidade na hora de buscar parcerias.

6 - Em cada ação da diretoria, ao passo desses três anos de futebol profissional, a correção de erros anteriores. Quando houve falha, na primeira oportunidade ela foi corrigida. Um dos últimos exemplos pode ser a troca de treinador. Quando o time perdeu Francisco Diá, Warton Lacerda trouxe Ruy Scarpino. Mas viu a tempo que ele não iria muito longe, acertando com Paulinho Kobayashi.
7 - A contratação de nomes que podem dar uma referência positiva ao plantel, como foram os casos de Tiaguinho, Roni, Pantico, Carlinhos Bala e agora Eduardo. Com as conquistas, e o futebol apresentado em campo, outros foram sendo vistos e alcançando seu espaço, casos de Esquerdinha, Marcelo, Manoel e Gênesis. Para citar apenas estes exemplos.
8 - A criação de mecanismos básicos para divulgação de um clube de futebol que busca afirmação e popularidade. O hino oficial, o mascote, a confecção de camisas para atender a demanda da torcida, a página no facebook com excelente material fotográfico. Quem é do ramo do marketing sabe o quanto isso é fundamental.
9 - O aproveitamento da primeira competição nacional para atingir resultados positivos que, certamente, foram importantes nos contatos com profissionais da bola e empresas da iniciativa privada fora sediadas fora do Piauí.
10 - Por fim, em face de cada resultado, o crescente apoio da torcida, que passou a ver, no seu representante, um motivo a mais para ter orgulho de ser altoense.

Fonte: sitedobuim (Severino Filho (Buim/Editor)
      

5/18/2017

CRÔNICA DO DIA

RIACHO DA ONÇA

Coleboração: Nelson Oliveira

O surgimento do Riacho da Onça foi diferente do Riacho do Gato,visto que ele veio de várias grotas que se tornaram seus afluentes ao longo de sua extensão. O seu leito está localizado ali naquele grotão existente entre a rua Godofredo Messias, no bairro Catumbí e a hoje avenida Bucar Neto, anteriormente chamadas de ruas da Bandeira e José Messias, respectivamente, as principais entrada e saída da cidade que vem dos demais estados, exceto o Maranhão.

Os seus afluentes somente o alcançaram numa junção que aconteceu na ponte existente nas proximidades do Eldorado Center no encontro das ruas Olias Oka com a rua Godofredo Messias no bairro Catumbi, por uma vertente de um grotão que existia paralelo à rua Castro Alves, nascido no bairro Viazul, que passando ao lado do Colégio Estadual Osvaldo da Costa e Silva, se juntava às águas do riacho do Escurador e escorrendo paralela a hoje rua São Miguel, passava ao fundo do mesmo colégio já citado e se juntava às águas que vinham do grotão, cuja água escorria paralela a rua antiga José Messias e atualmente Bucar Neto, encontrando-se com as outras vertentes na ponte próxima ao Eldorado.

Daí pra frente, ao que se supõe, nasceu o famoso Riacho do Onça, cujo título desconheço as razões, prosseguindo paralela à Bucar Neto, atravessando as ruas João Dantas, Gabriel Zarur, atravessa Milad Kalume, atravessando a avenida Getúlio Vargas na altura dos Correios, passando pela rua Bento Leão, na parte mais baixa, invadindo terrenos do Bosque Santa Teresinha, surgido nos anos de 1950, chegando a Barra da Onça, onde desaguava no rio Parnaiba, cujo local desapareceu com as obras ali realizadas pela Prefeitura Municipal, visando diminuir ou acabar os alagamentos existentes naquela região.

No meu modesto entendimento essa é uma rápida história do mais tradicional riacho de Floriano, que sucumbe diante do desenvolvimento das cidades.

Já com o nome de Bosque Santa Teresinha, em homenagem à virtuosa Santa, que tem  uma história que eu prefiro guardar comigo e daqueles que sabem disse nos 40 numa parte do terreno, que salvo engano era de propriedade do Sebastião Martins ou  do senhor Afonso Nogueira, era repleto de frondosos cajueiros, mangueiras, umbuzeiros verdadeiros de imensurável sabor foi construído um campo de futebol, de razoável dimensão e instrumentos para a prática de educação física, destinado ao Tiro de Guerra Número 237, onde os jovens da nossa comunidade recebiam os devidos adestramentos na prática militar e na formação do cidadão.

Enquanto existia os tiros de guerra espalhados pelo Brasil inteiro, instruindo os jovens, não se tinha tempo de falar em maconha (que nem se conhecia e nem se ouvia falar) e mais a cocaína, craque e outros que prefiro não enumerá-los.

Sabem porquê acabaram a respeitável Instituição, por medida de economia de um dos governos de Fernando Henrique Cardoso. Salvo engano.

Pois ali, caros amigos, naquele campinho que ficava ao lado da rua José Guimarães, nasceu o Ferroviário Atlético Clube, de Antonio Clovis Ramos, Adauto, Nelson Oliveira, Vilmar, Nelson Embarcadiço, Fenelon Brasileiro, Abdon, Nenem Mão de Paca, Nascimento e muitos outros que me fogem à memória, não podendo esquecer do doutor Hélio Castro, doutor Angeline, médicos renomados do nosso Estado. Depois, veio o grande Ferroviário dos anos 70/70 de Tibério Nunes, Deusdete Macarrão, Merval Lúcio, Domingos dos Santos, José Meirereles, Alcebíades Costa, Almir Zaidan, Milton das Casas das Roupas, Pepedro, Binda, Cabeção e outros.


Ah, que saudades de tudo isso!

5/07/2017

Lançamento do novo Hospital Regional Tibério Nunes acontece neste sábado

Maqueno novo Hospital TN
Está acontecendo neste momento, no Garoto Park Hotel, em Floriano, o lançamento do projeto do novo Hospital Regional Tibério Nunes, com a presença do secretário de estado de Saúde, Dr. Francisco Costa, prefeito Joel Rodrigues, e outras lideranças locais. Segundo o projeto, um novo prédio será erguido no lugar da atual estrutura metálica, com uma área três vezes maior.

O novo Hospital será uma unidade mais moderna, com ambulatório atendendo urgência e emergência, 206 leitos de internação, Centro de Parto Normal, Casa da Gestante, 20 leitos de UTI geral, 10 de UTI neonatal e 10 de Ucinco, além de cinco salas de cirurgia e três de obstetrícia.

“Esse é nosso compromisso com os piauienses, serviços de qualidade mais perto de casa. Saúde descentralizada significa mais saúde para todos”
, escreveu Francisco Costa, em rede social.

Fonte: florianonews.com

5/01/2017

GINASIO PRIMERO DE MAIO 2017

Por - César Augusto

GPM - Ginásio Primeiro de Maio 

60 Anos de bons serviços a comunidade!

Quem já passou lá, com certeza, lembra:

Maria Roque, João de Deus,
 Sarah Araújo, Maria Helena (Diretora)
 e Jandira Siqueira! 
"A difundir o refulgente raio
Da luz bendita que se chama instrução
Nosso Ginásio Primeiro de Maio..."

Letra do competente Prof. Eleutério Resende e música de Raimundo Fonseca.

Este Hino, sem dúvida é uma das coisas mais bonita de Floriano!

A União Artística Operária Florianense, fundou e mantém até esta data uma entidade expressiva na educação dos jovens. A simbologia de Primeiro de Maio vem de 1957 é algo notável. 

Mais de 3.000 alunos concluíram o Ensino Fundamental, ajudando a formar cidadãos em diversas áreas: jurídico, medicina, odontólogos, engenheiros, contadores, administradores, políticos, empresários, comerciantes, advogados, fazendeiros, militares, funcionários públicos federais, estaduais e municipais, dentre outras categorias profissionais.

Atualmente o GPM tem mais de 300 alunos, distribuídos no Fundamental I com alunos a partir de 06 anos de idade do primeiro ao quinto ano e o Fundamental II, alunos do sexto ao nono ano.


Os Diretores que aturam desde 1957:

Braulino Duque, Maria Helena Siqueira (inesquecível - revolucionou o Ensino na época), Albérica Alves, Paula Francisca, Léa Almeida, Auta Maria, Carlos Vilarinho, Suzana França, Marenice Atem, Raimunda Silva, Maria Cândida Góes, Maria Angélica (admitida em 1957, trabalhou mais de 50 anos), Maria Madalena Laurentino (admitida em 1983 como professora) atual diretora desde 1999 até os dias atuais, com mais de 30 anos na escola.

Professores que lembrei:

Dr. Clementino (pra mim o melhor professor - OSPB), Neuza Matos, Lurdinha, Rubenita, Raimunda Silva.

O Ginásio Primeiro de Maio, mantém como tradição:

1. Desfilar pelas principais ruas e avenidas de Floriano no aniversário da escola (01.05)
2. Quadros de formaturas das turmas que encerram os cursos.